Quando ele chegou naquela festa, foi um sorriso e o mesmo abraço fraterno de sempre.Eu conhecia ele há três anos praticamente e sempre compartilhei tudo com ele. Foi a primeira pessoa que eu procurei depois do intercâmbio e com quem eu conversava e chorava enquanto estava do outro lado do mundo. Eu senti muito a falta dele, mas era amor de amigo. Sempre foi.Naquela festa, ele estava lindo, como sempre. Ele era o sonho de consumo de muitas mulheres, muitas das quais eu havia ajudado a conquistar aquele príncipe. Eu não ligava. Também achava ele lindo, mas não conseguia sentir nada por ele. Já estava acostumada, vamos dizer assim, com a sua beleza.
Mas, na hora que ela chegou pra conversar com ele, eu senti algo estranho. Não é possível! Depois de tanto tempo, de tantas mulheres, de tantas histórias... o que é isso? Pensei logo no cupido burro! Dava até um filme: cupido burro ataca novamente! Ela cumprimentou ele e os dois ficaram conversando. Porque eu sentia tanto ciume daquela menina ali naquela hora?
Eu queria ligar pra minha amiga, fazer alguma coisa. Ele não podia conversar com ela! Parei pra pensar. Deixa de ser possessiva, menina! Além do mais, ele estava namorando e eu sabia o tanto que ele estava apaixonado e era fiel. A namorada havia se tornado muito minha amiga. Por causa dele, mas surgiram entre eu e ela laços de confiança. Era como se tivéssemos sido irmãs em outra vida.
Eis que ela, a namorada, chegou! Graças a Deus! Ela foi lá, beijou ele e eu não senti nada. Afinal, eu nunca havia sentido mesmo. Me aproximei e reconheci a menina. Ficamos nós três ali, como sempre estávamos e a menina foi embora, meio intimidada pelas mulheres da vida dele. A namorada olhou pra mim. Era ela, não é? E aí eu entendi. O 'ciume' era só vontade de proteger o que é meu, receio por ter perdido meu namorado para aquela menina há uns meses. Mas, se você quer saber, existe sim ciume de amigo. De amigo-irmão, nem se fala!
Nenhum comentário:
Postar um comentário