domingo, 28 de novembro de 2010

Futuro

Hoje fui a um amigo-oculto. O primeiro dos milhares de final de ano! Entre os participantes, estava a minha família e a das minhas duas melhores amigas. A gente até rezou antes de começar e a mãe de uma delas chorou. Eu estou quase chorando aqui também, porque agora falta só uma semana para eu formar, para o baile, para não ser mais aluna do Santa Maria. Eu sei que crescer é necessário, mas é terrível você deixar uma história só na lembrança. E é estranho! É como se fosse a primeira grande perda da minha vida. Acostumei a proteção da sala de aula, ao conforto de saber de metade da vida de quem estuda comigo, de não precisar procurar porque eu vou ver na escola, todos os dias da semana. É, final de terceiro ano deixa a gente nostálgica, chorona. Ainda mais nós, românticas assumidas! A gente quer grudar em quem a gente ama e fazer prometer que nunca vai abandonar a gente. Talvez isso faça as relações com os amigos se tornarem ainda mais estreitas nesse final de colégio. A gente tem todas as conversas de forma intensa, os abraços mais apertados, como se fosse o ultimo. Afinal, é por aí. A gente não sabe quem vai seguir com a gente. Os pensamentos passam longe da morte, caso alguém tenha pensado nisso, mas é que é tudo tão incerto. Já estamos em 28 de Novembro e eu não faço ideia de onde eu vou estudar ano que vem. E nem ficarei sabendo em Dezembro e muito menos em Janeiro. Vem milhares de duvidas, se vou trabalhar, viajar, passar no temido vestibular.
E o baile de formatura? Esperei mais de um ano por ele. Milhares de promessas para essa festa. Não só minhas, de muitas pessoas. E agora que ela vem chegando, eu sinto como se não quisesse mais ela. Esse gostinho de esperar vai acabar. Vão acabar os planos, os vestidos, a maquiagem, as discussões. Tudo vai durar uma única noite e depois serão lembranças. Talvez as melhores do mundo.
Ai, meu olho já quer derramar as lágrimas. Dá vontade de passar por isso logo, mas também dá vontade de viver pra sempre esses momentos. Assim foi o terceiro ano, ansiedade para as festas e opostamente para os estudos; raiva e amor juntos; vontade de resolver a vida e vontade de ser pra sempre o bebê protegido da mamãe.
Falta um mês para meus 18 anos. Não sei nem se eu vou estar em BH, quanto mais como vou comemora-los. Ainda não pensei muito nisso. Esse ano vai ser um aniversário estranho, no meio do meu período de foco no vestibular. Pela primeira vez na vida eu me sinto vulnerável, sem planos, sem o controle da situação. Logo eu que sempre fui tão esclarecida, organizada.
Meus pensamentos se perdem em milhões de fatos do passado, coisas que aconteceram nesses 11 anos de colégio; em vários rostos que talvez eu não veja mais. É, a primeira grande perda. E eu não sei o que fazer. Acho que prevalece a música, né?! Deixa a vida me levar!

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