sábado, 17 de setembro de 2011

Amor entre o mar e a menina


    Tenho certeza que você já viu aquela frase: 'onde já se viu, o mar apaixonada por uma menina?'. Acho que é de uma música, não tenho certeza, mas já vi várias pessoas colocando nas redes sociais nas suas fotos na praia. Bom,sabe o que aconteceu, a menina também se apaixonou pelo mar e é essa história que eu conto hoje.
    Desde pequena, ela sempre foi do verão. Era adepta do sol, calor, bronzeado, água gelada. Tudo o que remetia a sua estação mágica. Ela nasceu em pleno verão, num dia mágico e talvez isso dê alguma explicação.
    Ela sempre foi a praia, todo ano. Não tinha problemas quanto a brincar na areia e entrar no mar, mesmo tendo frescuras em várias outras situações. Ela era um peixinho, vivia na água. Mergulhar então, ela adorava!
    Nada de mais, até então. Foi que então ficaram 5 anos sem se ver. Na seca, literalmente.
    Eis que, o dia do reencontro chegou e ao ver aquela imensidão azul seus olhos brilharam como olhos de criança ganhando um presente. Ela correu pela praia, colocou os pés na areia, entrou na água, fez a própria cena de filme! Era bom demais voltar a se banhar em águas salgadas! 
    Ela se prometeu então não ficar mais do que um ano longe dele. E para selar este amor, ele acompanhou importantes momentos da vida dela.
    Foi ele quem foi seu braço amigo para refletir a maturidade, em frente a quem ela chorou sem vergonha e viram juntos passar um filme em sua cabeça. Todo aquele infinito de águas a fez filosofar e pensar sobre como o mar é um desenho da vida: desconhecido, sem fim, transparente, calma e ao mesmo tempo turbulento.
    É ele que sempre compartilha a chegada do aniversário dela. Para o resto do mundo, pular sete ondinhas é o começo de um novo ano. Mas, pra ela, é mais que isso. É uma nova idade, uma nova maturidade. Ano novo, idade nova. Crescer, aprender, refletir e prometer amar cada vez mais.
   Ele foi essencial para ela passar no vestibular. Trouxe o equilíbrio para aqueles dias turbulentos e a acalmou, impedindo-a de ir a loucura. Foi essa paz que a colocou dentro da universidade que ela sempre sonhou.
   Também foi ele quem a viu em cenas de amizade verdadeira, viu conceitos de família que estão se perdendo. E se alegrou por saber que ela tinha aquilo. Obviamente, a viu conhecer o amor, nas suas formas mais interessantes. Enfim, a viu descobrir diversos sentimentos, inclusive a raiva, porque não.
    Mesmo longe, eles tentam lembrar sempre um do outro. Ela lembra dele quando precisa de força, quando está em dúvida, quando sorri demais, se cansa ou está triste. Ele sente falta daquele corpo bronzeado de Sol. Mas, eles sabem, que voltaram a se ver, sempre.

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