Andei pensando. E reparei que quando a gente ama, mas quando a gente ama de verdade mesmo, a gente não consegue colocar isso em palavras. A gente vai demorar horas pra descrever, porque não encontra uma só única palavra pra definir isso. É amo, sim. Mas só isso não basta. A verdade é que esse sentimento te completa de uma forma, que uma pequena oportunidade de falar sobre isso faz seu olho brilhar e você não consegue mais parar de falar. É como se estivesse tudo ali, guardado, e você doida pra espalhar pros quatro cantos do mundo. Basta alguem apertar o gatilho e lá vai aquele disparo de palavras, emoções, casos, etc. O amor é simples e ao mesmo tempo complexo. Você nunca vai achar nada igual, comparável ou que possa definir o que está se passando com você. E não falo isso só para aquele amor de homem e mulher não. Se você se encontrar profissionalmente, vai sentir algo assim também. Se tiver um amigo de verdade, vai sentir isso, aquela sensação inesplicável de: será que a gente foi irmão gêmeo em outra vida? Dá vontade de sair colocando nos muros da cidade, pra todo mundo saber do seu amor, tamanho o orgulho que você tem dele. É quase um sentimento exibissionista. É algo só seu, mas dá vontade de fazer todo mundo sentir o que você está sentindo, passar essa felicidade pra quem está ao seu lado para ver se pelo menos assim eles vão entender. E aquilo te faz tão bem que não tem espaço pra egoismo, competitividade ou qualquer outra coisa. Te faz tão bem, que você quer que o mundo seja também capaz de sentir isso. Vontades súbitas de rir, de chorar e logo depois de morrer de rir de novo. É assim, inexplicável. Mas ainda sim há muito o que dizer sobre isso, você não consegue conter. Tanto, que eu poderia ficar horas aqui. Talvez ficasse redundante, ou até confuso. Mas eu, quando voltasse a ler, ia entender tudo e sentir de novo. Afinal, quando a gente ama, a gente simplesmente sente!

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